O que podem encontrar aqui? As letras que vou escrevendo, quando vou tendo tempo e inspiração... Coloco-vos aqui com um desafio - que encontrem melodias para elas... quando conseguirem, comuniquem-me e retirarei a letra musicada do blog...
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A vida pisou-a sem dó

roubou-lhe a alegria

apagou a esperança

dos olhos belos e puros

os dias ficaram escuros

e da triste dança

restou a magia

vincada na alma

e a esperança

de uma vida melhor.

 

        Refrão

Do pedaço de madeira

forjaste uma mulher

encheste-o de sonhos

puseste nele o amor

e no fundo despertaste

a semente do desejo.

 

E o tronco meio seco

nadou no mar salgado

agitado e profundo

bateu-se nas rochas

rolou nas areias

fugindo ao machado

inclemente e traiçoeiro

procurando o porto

no mapa da vida

muito mal delineado.

 

        Refrão

Do pedaço de madeira

forjaste uma mulher

encheste-o de sonhos

puseste nele o amor

e no fundo despertaste

a semente do desejo.

 

Esculpiste a madeira

com cinzel de ternura

e no olhar ansioso

deste-lhe a vida

num sopro amoroso

rasgado do desejo

fizeste a cabana

para albergares

uma vida profícua

realizada a dois.

 

          Refrão

Do pedaço de madeira

forjaste uma mulher

encheste-o de sonhos

puseste nele o amor

e no fundo despertaste

a semente do desejo.

publicado por fatimanascimento às 11:27 | link do post

Corri para o campo

estava um encanto

todo cheio de flores

de todas as cores

manchando a erva alta

onde estava a ave pernalta

bicando o terreno

com o seu bico pleno

de pequenos seres.

E no ar o canto

cruzado dos pássaros

e o zunido das abelhas

raspando as minhas orelhas.

E os odores florais

todos misturados

eram os ideais

para me fazer entrar

noutros alegres fados

que a imaginação

fazia calcorrear.

 

 

Refrão

 

E nesse momento

sem mais preocupação

vivia a estação

com contentamento

e a bela natureza

era o alimento

o maior e mais são

que tinha conhecimento.

 

 

Rolava no chão molhado

regado pelas águas

que tinham chamado

à vida tanta beleza

esquecendo as mágoas

que tinham ameaçado

a minha inteireza.

Subia às oliveiras

que me abriam os braços

tão fortes como aço

e subia ao mais alto

para descer inteira.

Corria ao sol doirado

que seguia os movimentos

e ficava parado

prevendo ferimentos.

E descobria ouriços

coelhos assustadiços

ninhos bem cimentados

de bicos saciados.

 

 

 Refrão

 

E nesse momento

sem mais preocupação

vivia a estação

com contentamento

e a bela natureza

era o alimento

o maior e mais são

que tinha conhecimento.

publicado por fatimanascimento às 18:43 | link do post

Num dia já tarde

há muitos anos

uma nova arde

nos ouvidos

de desenganos.

E as mentes

já preparadas

como sementes

vão magnetizadas.

 

Refrão

E vêm gentes

de todos os lados

tiram das mentes

os caminhos gelados.

 

E as vozes do céu

tão animadas

levantam o véu

a cada entrada.

 

 

E todos se ajoelham

à beira da entrada

em tudo se assemelham

à imagem encontrada.

E saem de lá

com as almas cheias

e vão desde já

mostrando as maneiras.

 

Refrão

E vêm gentes

de todos os lados

tiram das mentes

os caminhos gelados.

 

E as vozes do céu

tão animadas

levantam o véu

a cada entrada.

 

Gritam aos demais

a bela história

em traços gerais

com toda a glória.

Correm ao curral

muito curiosas

as gentes do Natal

em tudo gloriosas.

 

Refrão

E vêm gentes

de todos os lados

tiram das mentes

os caminhos gelados.

 

E as vozes do céu

tão animadas

levantam o véu

a cada entrada.

publicado por fatimanascimento às 18:37 | link do post

Hoje, olhos encantados

procuram escapar

e correm vendados

ao frio do ar

p’la multidão cerrada

que anda sonhadora

na manhã molhada

nevoenta e trovadora.

 

Refrão

os pequenos olhos

fitam brinquedos

que aos molhos

se miram quedos

fitando o ar

sem nada ver

 

Os sinos tocam

com alegria

e eles clamam

a maior maravilha

o nascimento

do menino santo

vindo no momento

de grande encanto.

 

Refrão

os pequenos olhos

fitam brinquedos

que aos molhos

se miram quedos

fitando o ar

sem nada ver

e fazem ecoar

o desejo de ter.

 

E o menino

adormecido

ao som do hino

p’los anjos emitido

não vê chegar

a gente desejosa

que ouve apregoar

a nova grandiosa.

publicado por fatimanascimento às 18:33 | link do post

A noite fechou a porta

ao vento enfurecido

fechou-o no quarto escuro

onde, a tímida lua,

farta de tanta luta

espreita a larga fúria.

 

O vento acalmou

cansada de tanta fúria

encosta-se à parede

e, abatido pela dor,

apaga todo o ardor

desliza para o chão.

 

Refrão

 

Olha o impiedoso céu

severo e distante

e nele não vê piedade

para com o sofrimento

traduzido no lamento

já antes manifestado.

 

Fechado no quarto escuro

do seu próprio coração

entrega-se à forte dor

e liberta o cansaço

que logo cede o passo

ao tão frágil alívio.

 

E o vento é espelho

do desânimo geral

revê-se em cada rosto

sacudido de aflição

aturdido da emoção

que lhe vai na alma.

 

Refrão

 

Olha o impiedoso céu

severo e distante

e nele não vê piedade

para com o sofrimento

traduzido no lamento

já antes manifestado.

 

Mas eis que na madrugada

o vento lá se solta

não se sabe bem como

do apertado quarto

onde fora agrilhoado

fechado e humilhado

pela noite escura.

 

E o vento já libertado

sacode os fartos ares

como tapetes ligeiros

dando à sua revolta

claros sinais de volta

à grande dor profunda.

 

Refrão

 

Olha o impiedoso céu

severo e distante

e nele não vê piedade

para com o sofrimento

traduzido no lamento

já antes manifestado.

 

 

E vigiado pelo sol

levanta as ondas do mar

levanta as areias da praia

varre ruas e caminhos

ameaça aves e ninhos

em sopros arrojados.

 

E não tem medida

a raiva do forte vento

que ameaça o equilíbrio

da costa ocidental

cujo farto vendaval

não se cansa de tortura.

 

Refrão

 

Olha o impiedoso céu

severo e distante

e nele não vê piedade

para com o sofrimento

traduzido no lamento

já antes manifestado.

publicado por fatimanascimento às 12:06 | link do post

As palavras fogem

da porta aberta do sonho

enfrentam a noite escura

larga cúmplice da fuga

após longo cativeiro.

 

A brisa da liberdade

afaga-lhes os rostos

tensos da forte emoção

que serve de loção

aos rostos desmaiados.

 

Refrão

 

Olham para os lados

para a frente e para trás

e seguem a linha

que cada uma tinha

traçada na sua mente.

 

Cortam o ténue caminho

que se adivinha longo

e também algo tenso

e, num passo lento,

escolhem a direcção.

 

Gasto medo sentido

avançam resolutas

para o papel pautado

que, ainda mal acordado,

logo se vê preenchido.

 

Refrão

 

Olham para os lados

para a frente e para trás

e seguem a linha

que cada uma tinha

traçada na sua mente.

 

Acordam então entre elas

levar a todo o mundo

a mensagem sentida

e ainda antes tida

como bica proibida.

 

E a mensagem nua

anda de ouvido em ouvido

e nas mentes trabalhadas

surgem a mais marchetadas

significações sentidas.

 

Refrão

 

Olham para os lados

para a frente e para trás

e seguem a linha

que cada uma tinha

traçada na sua mente.

publicado por fatimanascimento às 12:04 | link do post

As nuvens descem a colina

como um exército cuidado

e logo se ergue a neblina

como arbusto bem cerrado.

 

 E como se tal não bastasse

seguem-se “raios e coriscos”

como se tudo pintasse

o cenário de riscos.

 

E apesar da ameaça

apesar da apreensão

o sinal que tudo passa

e tem mesmo solução.

 

Refrão

 

A vida é um poço

onde todos caímos

é apenas o esboço

de um cenário de limos.

 

A vida é mar aberto

de ondas altas e frágeis

e para dar tudo certo

temos de saber ser ágeis.

 

E nesse mundo cinzento

nesse grande purgatório

solta-se o grande lamento

que se torna obrigatório

 

E o peito aliviado

sossega na dormência

alheio e desviado

de qualquer existência.

 

E o peito preparado

ganha já nova força

vê o mundo mudado

já não caminha à toa.

 

Refrão

 

A vida é um poço

onde todos caímos

é apenas o esboço

de um cenário de limos.

 

A vida é mar aberto

de ondas altas e frágeis

e para dar tudo certo

temos de saber ser ágeis.

 

 

E do nada o ser

puxado por asas leves

vai depois de se perder

ver os momentos alegres.

 

E o alívio cede o passo

a uma calma final

e em cada erro crasso

não há perdição total.

 

O que há é só lição

no caminho da vida

e não há a perdição

como já foi defendida.

 

Refrão

 

A vida é um poço

onde todos caímos

é apenas o esboço

de um cenário de limos.

 

A vida é mar aberto

de ondas altas e frágeis

e para dar tudo certo

temos de saber ser ágeis.

 

 

O ser é feito de faltas

e ninguém foge às eleitas

todos temos nas incautas

as lições mais perfeitas.

 

O que temos de fazer

é aprender com os espinhos

e tentar conhecer

os verdadeiros caminhos.

 

Depois é só caminhar

e ver o futuro afável

não há nada que deixar

o remorso amigável.

 

 

Refrão

 

A vida é um poço

onde todos caímos

é apenas o esboço

de um cenário de limos.

 

A vida é mar aberto

de ondas altas e frágeis

e para dar tudo certo

temos de saber ser ágeis.

 

publicado por fatimanascimento às 11:25 | link do post

A aragem fere-me o rosto

dorido da chama ardente

e nesse fogo posto

dou asas à minha mente.

 

Lanço o silêncio ao mar

abro a alma à natureza

deixo a paisagem falar

à alma cheia de incerteza.

 

E deixo-me penetrar

pela canção suave

que me deixa viajar

ao sabor de uma ave.

 

Refrão

 

E o alimento chegou

sob a forma de asas

que logo afugentou

o sinal de ameaça.

 

E a alma lá voou

cheia de grande energia

e logo tudo passou

e nasceu novo dia.

 

De alma assim carregada

enfrento de novo a vida

ganho a força aliada

que antes estava perdida.

 

Gasto essa nova energia

nos seres com quem convivo

e nos olhos surge a magia

que já se havia perdido.

 

A vida toma o alento

que já havia perecido

ganha novo talento

antes nunca medido.

 

 

 

Refrão

 

E o alimento chegou

sob a forma de asas

que logo afugentou

o sinal de ameaça.

 

E a alma lá voou

cheia de grande energia

e logo tudo passou

e nasceu novo dia.

 

 

E é esta alegria

que me faz seguir

a tão escolhida via

da qual não quero fugir.

 

E eu não quero mudar

o caminho assim traçado

quero apenas andar

rumo ao fim premiado.

 

E quando este chegar

tudo será diferente

hei-de apenas amar

a fonte da semente.

 

Refrão

 

E o alimento chegou

sob a forma de asas

que logo afugentou

o sinal de ameaça.

 

E a alma lá voou

cheia de grande energia

e logo tudo passou

e nasceu novo dia.

 

E em cada sorriso

ainda que gorçado

é sempre o riso

que já se tinha apagado.

 

Ser e fazer feliz

só por um breve momento

é ganhar a raiz

da vida sem tormento.

 

E quando esta florescer

todo um mundo se abrirá

e deixará acontecer

o que se esperará.

 

 

Refrão

 

E o alimento chegou

sob a forma de asas

que logo afugentou

o sinal de ameaça.

 

E a alma lá voou

cheia de grande energia

e logo tudo passou

e nasceu novo dia.

 

publicado por fatimanascimento às 11:23 | link do post

Tenho no meu peito

Bem junto do coração

A imagem querida

De uma antiga paixão.

Nos momentos pesados

Assim como nos leves

Vêm-me sempre à memória

Aqueles momentos breves.

Mas tal como nas histórias

Dos amores mais felizes

Estão sempre as personagens

Que minam as raízes.

Mas pr'a lá do sofrimento

Dos gestos manipulados

Conseguiram os amantes

Os momentos desejados.

 

 

Refrão

Na corrida do tempo

Nos problemas vividos

Os momentos impassíveis

Mantêm-se sempre erguidos

Como sons incorruptíveis

Testemunhas sensíveis

Dos dias mais queridos.

 

 

 

Mas quiseram os deuses

Os senhores dos fados

Inverter o doce ritmo

Dos dois corações amados.

E apesar da luta

Apesar do sofrimento

Seguiram o caminho

Semeado de tormento.

Na corrida do tempo

Nunca mais se ouviu falar

Dos amantes apartados

Só ficou a narrativa

Nos ouvidos populares:

Como seria possível

Já nos tempos modernos

Conseguir-se afastar

Dois amantes tão ternos!

 

Na corrida do tempo

Nos problemas vividos

Os momentos impassíveis

Mantêm-se sempre erguidos

Como sons incorruptíveis

Testemunhas sensíveis

Dos dias mais queridos.

publicado por fatimanascimento às 19:37 | link do post

Sais e entras em mim.

És dono do tempo sem fim.

 

Varres nuvens do horizonte,

Pintas o sol  no céu,

Velas o ponto do véu,

Vês as estrelas da ponte.

Furas a areia c' os dedos,

Partes sentidos c'a mão,

Fazes dos  meus medos

Fogueira no coração.

 

Sais e entras em mim.

És dono do tempo sem fim.

 

Riscas carícias na face,

Voas nas ondas do mar,

Pegas o vazio  no ar

Prendes-te no enlace.

Cortas o peso do mundo,

Rasgas a sombra do chão,

Afastas o corte fundo

Onde se perde a razão.

 

Sais e entras em mim.

És dono de um tempo sem fim.

 

Fechas o rosto ao ciúme

Saem palavras cruéis

Pões a razão em batéis

De vozes cheias de azedume.

Os tímidos gestos nervosos,

A grave voz alterada

Os olhos gastos, furiosos,

A violenta fúria gerada.

 

Sais e entras em mim.

És dono de um tempo sem fim.

 

Gastas o corpo da vista,

Vencido o coração 

Cedes à coacção

da verdade revista.

Varres o mar com palavras

Geras imensas montanhas

Mais um espinho que lavras

Nas imundas patranhas.

 

 

 

Sais e entras em mim.

És dono do tempo sem fim.

 

Gritas o amado rosto

À natureza adormecida,

Gravas na memória dorida

Imagens de puro gosto.

Afogas na imaginação

A profunda mágoa rasgada

Achas forte consolação

Na pura noite iluminada.

 

 

publicado por fatimanascimento às 20:35 | link do post
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